|
Política Educacional
Um
Check-Up da Educação no Brasil
A
Universidade de Lisboa (Portugal) foi a organizadora
e anfitriã, entre os dias 13 e 15 de
Março de 2008, do V Seminário
da Rede de Administradores das Universidades
Ibero-Americanas (RAUI), que, nesta edição,
teve como tema central O Financiamento das
Universidades - Assumir Desafios de uma Gestão
Inovadora no Ensino Universitário.
Participaram do encontro 120 pessoas, sendo
77 de universidades Européias; 40 de universidades
Ibero-Americanas, além de representantes
de Associações de Classe, Conselhos,
e Comissões Nacionais, que tiveram participação
ativa no debate acerca de questões relativas
ao financiamento universitário. Trata-se
de um tema atual no contexto internacional das
instituições de ensino superior.
A União Social Camiliana, em sua constante
busca pela excelência nas questões
relativas à gestão universitária
e preocupada com os índices de evasão
resultantes das dificuldades financeiras que
se abatem sobre o corpo discente das universidades
camilianas, se fez representar por intermédio
do Pró-Reitor Administrativo do Centro
Universitário São Camilo - São
Paulo, Prof. Dr. Paulo Eduardo Marcondes de Salles.
Com o objetivo de promover amplas possibilidades
de discussão acerca do financiamento do
ensino superior, tendo como pano de fundo a melhoria
contínua da gestão universitária,
analisando as diversidades de realidades e de
experiências dos países ibero-americanos,
o V Seminário foi dirigido tanto a Universidades
membros da Rede de Administradores das Universidades
Ibero-Americanas (RAUI), como a todas as Instituições
de ensino superior de Portugal, Espanha e dos
países da América Latina que pretenderam
colaborar neste debate.
Para esta edição do seminário,
em Lisboa, escolheu-se metaforicamente a bússola
- instrumento utilizado para se encontrarem as
direções – na esperança
de que, mesmo em se considerando a diversidade
das várias realidades e experiências
de tantos países ibero-americanos, se
possa identificar um "norte" para ações
mais eficazes e que possam ser partilhadas por
todos quantos se interessem pela questão.
Sobre a RAUI Considerando a colaboração, o intercâmbio
de experiências e a partilha das melhores
práticas como um dos caminhos para desenvolver,
melhorar e modernizar a administração
das universidades, a Rede de Administradores
das Universidades Ibero-Americanas – RAUI
foi criada em 2003, sob o endosso institucional
da Conferência de Reitores de Espanha (CRUE)
e da Conferência de Reitores das Universidades
Portuguesas (CRUP). Enquanto projeto de integração
das universidades Ibero-Americanas, a RAUI tem
como principal objetivo responder eficientemente,
no âmbito da sua responsabilidade Institucional, às
necessidades de profissionalização
das instituições de ensino superior.
Financiamento
do Ensino Superior – quem
paga, quem se beneficia
Países
Ibero-Americanos
A questão financiamento da educação
superior é central em todos os países
ibero-americanos e se apresenta como um problema
de difícil solução, tanto
em países desenvolvidos,
como naqueles em desenvolvimento.
Evasão, inadimplência, mensalidades
pagas em atraso, são fatos constantes
do dia-a-dia das universidades presentes no Encontro,
e os relatos foram uníssonos quanto aos
problemas decorrentes desses fatores enfrentados
por todas. A busca de fontes alternativas de
recursos como forma de contornar as dificuldades
financeiras presentes nas IES tem sido incessante
em todas, e a criatividade tem sido acossada
com o objetivo de se identificarem novas possibilidades
de auferir receita, diminuir a evasão
e reduzir a inadimplência.
Em diversos países, como no Chile, Portugal,
Espanha e México, as universidades particulares
recebem algum tipo de subsídio de seus
governos, fato que não ocorre nos demais.
Desse modo, parte do custo de operação,
de certa forma, está garantida; mesmo
assim, as universidades daqueles países
enfrentam algum grau de dificuldade no que se
refere ao recebimento de parcelas de mensalidades.
Nos países onde o custeio das universidades
particulares está baseado na receita proveniente
de mensalidades escolares, o impacto dos atrasos
e mesmo dos “não-pagamentos” chega
a ser alarmante.
Em certa medida, em outros
países ibero-americanos é possível
presenciar uma parcela da população
que alcança o nível superior de
ensino se beneficiar com as fontes de financiamento
destinadas àquele nível
de ensino. Em alguns, mais, em
outros, menos.
Prof.
Dr. Paulo Eduardo M. Salles
Pró-Reitor Administrativo
Centro Universitário São Camilo
- SP
|