
Uma única São Camilo: A união faz a força e a diferença
Realizamos recentemente o V Encontro de Líderes Camilianos, em São Paulo (6-7 de
abril de 2010). Esse evento reuniu todas as lideranças camilianas religiosas e leigas que atuam em três dimensões na área da saúde no Brasil, a saber: educacional, hospitalar e social. Uma das conclusões unânimes desse evento é que precisamos crescer em unidade em meio a diversidade de ações e projetos (sinergia e mútua ajuda), bem
como aprimorarmos a comunicação em todos os setores e áreas. Prestemos atenção
numa história que traz alguns ensinamentos.
Houve uma reunião em uma marcenaria, onde as ferramentas reuniram-se para acertar as diferenças. O Martelo estava exercendo a presidência, mas os participantes lhe notificaram que teria de renunciar. A causa? Fazia demasiado barulho e, além do mais, passava todo o tempo golpeando autoritariamente. O Martelo aceitou sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o Parafuso, dizendo que ele dava muitas voltas para conseguir algo. Diante do ataque, o Parafuso concordou, mas por sua vez, pediu a expulsão da Lixa. Dizia que ela era muito áspera no tratamento com os demais, provocando sempre atritos desnecessários. A Lixa acatou, com a condição de que se expulsasse o Metro, que sempre media os outros segundo a sua medida como se fosse o único perfeito. Nesse momento, entrou o marceneiro, juntou todos e iniciou o seu trabalho. Utilizou o martelo, a lixa, o metro e o parafuso. Finalmente, a rústica madeira se converteu num fino imóvel artístico. Quando a marcenaria ficou novamente sem ninguém, a assembleia recomeçou a discussão. Foi então que o Serrote tomou a palavra e disse: Senhores, ficou demonstrado que temos defeitos, mas o marceneiro trabalha com nossas qualidades, ressaltando nossos pontos valiosos. – Assim, não desprezemos os nossos pontos fracos, mas concentremo-nos em nossos talentos, nos pontos fortes. A assembleia entendeu então que o Martelo era forte, o Parafuso unia e dava força, a Lixa era especial para limpar e afinar asperezas e o Metro era preciso e exato. Sentiram-se como uma equipe capaz de produzir belos móveis da mais alta qualidade artística e uma grande alegria tomou conta de todos pela oportunidade de trabalhar juntos e capacidade de produzir algo de valor para a sociedade (autor desconhecido).
Unidade na diversidade, eis o desafio para ser forte! Cada grupo tem a sua originalidade, seu carisma, seus talentos. À medida que aflora a consciência de que todos os dons e carismas são para o bem comum, essa diversidade torna-se riqueza.
Aqui, a causa tem que estar em primeiro lugar e o “ego” em último lugar. Conhecer a
história dos valores da organização é fundamental para a conquista da unidade e, consequentemente, de um trabalho de sucesso e que garanta a perenidade e sustentabilidade da própria organização.
A unidade se faz na competência do respeito mútuo. Reaprender a conviver com osoutros é uma questão de educação. “É possível trabalhar juntos, colaborar, sem nos perder e nos ‘vender aos valores do mercado’, traindo o que é sagrado e ‘inegociável’ em nossa história. A unidade que não se confunde com uniformidade exige a aliança para se tornar UM. Não seremos exitosos se não alcançarmos essa aliança. Isso é o que precisamos priorizar e celebrar.
As entidades camilianas alinham-se numa única direção. Não é por corrermos muito que chegaremos antes a uma determinada conquista, mas por estarmos unidos rumando numa mesma direção. Realizar isso não é uma tarefa de simples gestores amadores, mas de líderes sábios que entendem e lutam para que uma única São Camilo, seja mais forte e faça a diferença.
Prof.
Dr. Pe. Léo Pessini
Superintendente da União Social Camiliana e do
Círculo Social São Camilo |