CURIOSIDADES:
A figura
do Ouvidor faz parte da História do Brasil, desde
os tempos do Vice-Reinado, quando aos bispos cabia o papel
de interlocutores junto ao trono, o que se encontra na origem
da expressão :
“ Vá reclamar com o bispo” , até hoje empregada no
folclore popular. Na Bahia e depois no Rio de Janeiro apareceram os primeiros
Ouvidores de que se tem notícia em terras brasileiras. A Instituição
do Ombudsman vem da Suécia, com a promulgação da Constituição
de 1809, vinte anos após a Declaração Francesa dos Direitos
do Homem e do Cidadão. Sob um outro nome, o fato é que o cargo
Ouvidor/Ombudsman ganhou força no Brasil a partir da década de
50 passando a exercer atividades de ouvidoria como as que conhecemos hoje, entretanto,
a Ouvidoria Universitária que caracteriza uma vertente específica
de atuação, é recente. A primeira Ouvidoria Universitária
instalada no Brasil foi em 1992 na Universidade Federal do Espírito Santo
(UFES). No cenário mundial, as primeiras ouvidorias universitárias
surgiram no Canadá, em 1965, na Universidad Simón Froser, e nos
Estados Unidos, em 1967, na Universidade Estadual de Nova York, e, também,
na Universidade de Berkeley. Mas somente em 1985 tivemos a criação,
na América do Sul, de sua primeira Ouvidoria universitária: a da
Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM). Na seqüência,
foram criadas Ouvidorias em várias universidades com inspiração
e características bastante diversificadas em termos de interferências
sócio-culturais.
Sobre a
Ouvidoria
A Ouvidoria é um
espaço de acolhida e escuta de toda comunidade universitária. É um
setor autônomo que quer ser o “canal de participação” no
conjunto das instancias universitárias, atuando com
transparência. Sua tarefa principal é a de ouvir
e auscultar as demandas de cada pessoa, encaminhar, acompanhar
e concluir a respectiva demanda. Neste contexto observa-se
solicitações de orientações e
informações, reclamações, críticas
e comentários, sugestões, elogios, denúncias,
entre outras manifestações.
Como um termômetro, pretende detectar o que acontece “no clima” organizacional
para atuar na prevenção de conflitos.
Como ferramenta coletiva, quer favorecer o diálogo intenso e transparente.
Como canal pró-ativo, quer buscar a melhor solução para
os problemas que envolvam as pessoas e os mecanismos institucionais, primando
pelo respeito e pela qualidade de vida de todos. Quem critica se dispõe
a mudar e colaborar na mudança.
O critério principal da Ouvidoria é o humanismo e a valorização
plena da Universidade e de seus colaboradores.