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Dia 05 de Março de 2010 - Notícias de 01/03/2010 a 05/03/2010
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Estadão.edu, 01/03/2010 *matéria publicada pela 1º vez em 01 de julho de 2009
SÃO PAULO - Uma coisa difícil é saber, aos 21 anos, qual profissão se quer seguir. Reconheço a dificuldade de escolha nessa idade. O ideal seria escolher aos 40 anos, com uma certa experiência, porque aos 20 e poucos anos você não tem elementos para saber o que quer ser na vida. Comecei a trabalhar cedo, entrei na redação do Estado em 1930, aos 15 anos. Havia terminado o ginásio e ainda não podia começar a faculdade, por isso disse ao meu pai que queria trabalhar – em qualquer coisa, desde que não ficasse parado. Dias depois, ele disse que havia me arrumado trabalho no Mercado Municipal, para controlar a chegada de caixas de frutas. Não era o que imaginava, mas não reclamei. Aí ele contou que estava brincando e tinha conseguido para mim um emprego no jornal. Foi interessantíssimo e apaixonante. Trabalhei quatro anos e aprendi a escrever com clareza e correção. E tinha a vantagem de falar inglês e francês, que a maioria dos jornalistas não falava. Minha formação se deve muito a esse trabalho, o redator era polivalente, fazia de tudo. Gostava, mas achava, no íntimo, que ser jornalista não era bem o que eu queria. Vivia com indecisão. Cheguei a pensar em Medicina, mas a ideia passou rápido. Ingressei com 17 anos no Direito da USP. Desde menino ouvia minha família dizer que seria advogado. Brinco até hoje que provavelmente achavam isso porque eu falava muito. Mas, na realidade, advogado não fala muito, ele escreve muito. Aos 21, cursava o 4º ano, portanto o caminho estava traçado para me tornar advogado, embora o jornalismo me atraísse. Mas não dava para continuar no jornal. Naquele momento era mais importante conseguir estágio num escritório de advocacia. Até hoje penso como seria se tivesse conciliado as duas carreiras. Me formei aos 22 anos e advoguei por 15 até que, pelos acasos da vida, surgiu a oportunidade de virar empresário. Lembro também que quis ser escritor. Até tentei escrever um livro, mas, depois de certo ponto, não avançava. Fui me apaixonando pelos livros. Com 13 anos comecei a formar minha biblioteca. Imaginar hoje que eu poderia não tê-la formado é quase inaceitável. Olhando para trás, acho que gostaria de seguir o mesmo caminho. Diria que até hoje não sou apaixonado pelo trabalho que faço. Posso passar de uma coisa a outra completamente diferente sem precisar quebrar laços. Tenho certo culto à indiferença. Posso fazer qualquer coisa, o importante é fazer benfeito.
Até 1988 tratava-se a Educação da criança pequena como necessidade a ser garantida, preferencialmente, no âmbito das relações privadas - Mônica Picanço
Zero Hora, 01/03/2010 Para o professor Mozart Neves Ramos, presidente-executivo do movimento Todos Pela Educação, o país precisa começar de imediato um planejamento para ter a Escola de tempo integral
Agência Brasil, 02/03/2010 Enviado por Lana Cristina Rio de Janeiro – O Ministério da Educação (MEC) deve definir na próxima segunda-feira (8) se promoverá a edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) planejada para o primeiro semestre deste ano. Desde que foi criado, em 1998, o Enem é realizado uma vez ao ano, sempre no segundo semestre, mas o ministério tem planos de realizar a prova semestralmente. Ao lançar a Olimpíada de Língua Portuguesa hoje (2), no Rio de Janeiro, o ministro da Educação se demonstrou preocupado por considerar que o prazo esteja exíguo para a realização do Enem ainda no primeiro semestre. De acordo Haddad, o início dos preparativos para o Enem dependia de um posicionamento dos órgãos de controle e fiscalização, o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Controladoria-Geral da União (CGU), sobre a possibilidade de o governo federal contratar uma empresa para organizar a prova sem necessidade de fazer licitação. O pedido do ministério para contratar uma empresa organizadora sem licitação surgiu depois do vazamento das provas do Enem, no ano passado. Haddad já afirmou em entrevistas anteriores, há o receio de que empresa participantes do processo licitatório cortem custos para vencer a licitação, o que poderia comprometer a segurança do sigilo das provas. Por isso, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão do MEC responsável pela realização do Enem, solicitou ao TCU e à CGU para viabilizar a possibilidade de contratar uma empresa mais confiável sem a necessidade de uma licitação. Haddad disse que as negociações do Inep com o tribunal e a controladoria já se encerraram e que, nos próximos dias, ele deve tratar do assunto com o presidente do Inep, Joaquim José Soares Neto, para decidir se será possível fazer o Enem neste primeiro semestre. “O professor Neto me assegurou que as conversas foram muito boas. O Inep fez uma apresentação da complexidade da aplicação da prova e dos riscos inerentes de um processo licitatório tradicional. Parece que ele sensibilizou os ministros com quem conversou e também a CGU. Parece que há uma compreensão básica de que o modelo precisa ser revisto em função do afastamento de riscos inerentes a um processo dessa complexidade”, disse.
Portal Aprendiz, 02/03/2010 Como está a formação de mão-de-obra para enfrentar os desafios nos setores ligados à infraestrutura no país? Os especialistas ouvidos nesta segunda-feira (1º) em audiência pública na Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) traçaram um cenário preocupante. Com estímulos de agências governamentais como a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a produção científica, medida pela publicação de textos acadêmicos em revistas especializadas, cresceu muito e hoje o Brasil supera a Holanda e a Rússia, segundo o diretor de relações internacionais da Capes, Sandoval Carneiro Júnior, um dos participantes da audiência. Em 2007, os engenheiros graduados correspondiam a 4,2% do total de formados em todos os cursos - relação que é de quase 30% na Coreia do Sul. No mesmo ano, foram oferecidas 198 mil vagas em faculdades de engenharia, mas apenas 115 mil foram preenchidas - 83 mil ficaram ociosas. O mais grave, segundo Sandoval Carneiro, é a evasão dos alunos que ingressaram nos cursos, que chega a 60% nas escolas públicas e a 75% nas privadas. Dos engenheiros que se formam, apenas um em cada 3,5 exercem a profissão. “Se o Brasil crescer de 5% a 7%, um dos cenários traçados pelo Ipea, haverá falta de engenheiro”, afirmou. A situação preocupa tanto que o governo federal criou um grupo de trabalho presidido por Sandoval Carneiro com o objetivo de propor ações indutoras para estimular o ingresso
de estudantes nos cursos de graduação na área das engenharias.
Folha de S. Paulo, 03/03/2010 Relatório mostra que ainda há alta repetência, a taxa de universitários é baixa e o acesso à educação infantil está longe do proposto
ANGELA PINHO Enquanto petistas e tucanos fazem alarde dos seus feitos na educação, um dos levantamentos mais abrangentes já realizados sobre a última década revela que os avanços na área foram insuficientes. Apenas 33% das 294 metas do Plano Nacional de Educação, criado por lei em 2001, foram cumpridas. Relatório obtido pela Folha, feito sob encomenda para o Ministério da Educação, aponta alta repetência, baixa taxa de universitários -apesar dos programas criados nos últimos anos- e acesso à educação infantil longe do proposto. O estudo, que abrange o período de 2001 a 2008, foi feito por pesquisadores de universidades federais, com apoio do Inep (instituto de pesquisa ligado ao MEC). O plano foi criado com o objetivo de implantar uma política de Estado para a educação que sobrevivesse às mudanças de governo. As metas presentes nele são de responsabilidade dos três entes federados, mas municípios têm mais atribuição pela educação infantil e fundamental; Estados, pelo ensino médio; e a União, pela articulação de políticas. O estudo traz indicadores relativos ao período de 2001 a 2008 -dois anos de governo FHC e seis de Lula. Para muitas metas, não há nem sequer indicador que permita o acompanhamento da execução. Em outros casos, em que há indicadores claros, há um longo caminho pela frente. A educação infantil é um exemplo. O plano previa que 50% das crianças de 0 a 3 anos estivessem matriculadas em creches até 2010. É o que a faxineira Adriana França dos Reis, 32, desejava para sua filha, que chegou aos quatro anos sem conseguir vaga. "Quanto mais cedo ela entrar na escola, sei que mais longe ela vai chegar", diz. Segundo o IBGE, só 18,1% das crianças de até três anos estavam em creches em 2008. Já o ensino fundamental foi quase universalizado e aumentou de oito para nove anos. No ensino médio, o obstáculo é já no atendimento. Na faixa etária considerada adequada para a etapa (15 a 17 anos), 16% estão fora da escola. Na educação superior, o plano estabelecia uma meta de 30% dos jovens na universidade. Em 2008, o índice estava em 13,7%. O objetivo número um na educação de jovens e adultos, a erradicação do analfabetismo, está longe de ser alcançado. O Brasil ainda tem 14 milhões de pessoas de 15 anos ou mais que não sabem escrever. Para João Oliveira, professor da UFG (Universidade Federal de Goiás) e um dos responsáveis pela pesquisa, uma das principais causas dos problemas na execução do PNE foi o veto à meta que previa um aumento expressivo nos recursos destinados à educação: 7% do PIB em educação até 2010. Prevista na proposta aprovada no Congresso, foi vetada por FHC, que terminou seu mandato com um investimento de 4,8%. A decisão do tucano foi duramente criticada por petistas, que, em 2007 (dado mais recente disponível), já no poder, tinham aumentado o percentual apenas para 5,1%. Sem financiamento, diz Oliveira, o plano acabou perdendo força, pois impôs deveres aos governos sem viabilizar recursos para o cumprimento deles.
Biblioteca Nacional de Portugal e Casa de Fernando Pessoa colocam online centenas de manuscritos do escritor guardados há mais de 70 anos
Ele usava diferentes nomes, pseudônimos e heterônimos. A obra de Fernando Pessoa também é variada: traduções, prosa, poesia, aforismos, bilhetes... Pesquisadores calculam que apenas 50% dela seja conhecida, pois o restante permaneceu fechado no baú de escritos do autor, que agora, por iniciativa da Biblioteca Nacional de Portugal e da Casa Fernando Pessoa, será colocado integralmente na internet. ESPÓLIO FERNANDO PESSOA NO SITE DA BIBLIOTECA NACIONAL DE PORTUGAL:
Portal Aprendiz, 03/03/2010 Rafael Carneiro da Cunha A partir do dia 26 de março, cinco museus brasileiros poderão ser visitados pela Internet de forma gratuita. É o que promete o projeto ERA Virtual – Museus, que irá reproduzir as exposições dos museus da maneira como foram montadas.
Folha de São Paulo, 04/03/2010 A proposta para o novo Plano Nacional de Educação feita pelo Conselho Nacional de Educação prevê a erradicação do analfabetismo até 2020, tarefa que o atual plano ficou longe de cumprir. O analfabetismo funcional também terá de ser extinto pelo novo PNE, que norteará a educação no país por dez anos (2011-2020). A proposta ainda será discutida na Conferência Nacional de Educação, que ocorre no fim de março e que levará subsídios ao projeto que o MEC enviará ao Congresso. A Folha adiantou ontem que, assim como a erradicação do analfabetismo, dois terços das metas não foram cumpridas do atual PNE, que abrange o período de 2001-2010. Relatório feito por pesquisadores de universidades federais apontou que só 33% das metas foram alcançadas. O país ainda tem 14 milhões de analfabetos. O ministro contestou um dado do relatório relativo à repetência no ensino fundamental: o trabalho diz que ela cresceu, mas dados do Inep apresentados por Haddad apontam que caiu de 21,7% para 13% de 2000 a 2008. Haddad fez ressalva também em relação à educação superior. O PNE fixa que até 2010 o Brasil tenha 30% dos jovens de 18 a 24 matriculados nessa etapa. Em 2008, só tinha 13,7%. Para o ministro, a meta conta como não incluídos alunos abaixo de 24 anos que tenham acabado o ensino superior.
LETICIA DE CASTRO Em uma escola pública na Barra Funda frequentada por brasileiros e bolivianos uma cena se repetiu quase diariamente no ano passado: a cada aluno estrangeiro que chegava, um brasileiro cobrava um "pedágio". Caso não fosse pago, o boliviano inadimplente apanhava. Leia a íntegra do relatório do Unicef O relato foi feito à Folha por João Carlos Cardoso, 17, ex-aluno da escola e integrante do projeto Plataformas dos Centro Urbanos, do Unicef, que divulgou na quinta-feira (4) um levantamento inédito sobre a percepção de adolescentes e lideranças de comunidades populares sobre suas condições de vida. Segundo ele, a maioria dos alunos não percebia a discriminação. Esse não é um caso isolado. Conforme o estudo, 32% dos adultos ouvidos avaliam o respeito à diversidade nas comunidades ruim ou péssimo. Realizado a partir de uma metodologia participativa desenvolvida pelo Instituto Paulo Montenegro (braço social do Ibope) --que fez dos próprios integrantes das comunidades entrevistadores-- o estudo ouviu 2.148 pessoas de 55 comunidades (favelas, assentamentos, cortiços) de São Paulo e Itaquaquecetuba. Foram aplicados dois questionários sobre os mesmos temas (um para lideranças e outro para os jovens) com questões afirmativas com as quais os entrevistados poderiam concordar ou discordar. Quando deparados com a afirmação de que os episódios de racismo eram raros e combatidos, a maioria das lideranças discordou. Já a maioria dos adolescentes diz ser respeitada pelos jovens da comunidade. "Os adolescentes mostram uma predisposição maior com o diferente. Mas isso não significa que eles não têm preconceito ou não excluem", observa Anna Penido, coordenadora do Unicef em São Paulo. Cleber de Souza, 18, morador de Guaianazes, é um exemplo. Quando os colegas descobriram que sua família é espírita, virou alvo de chacotas. "Me chamaram de neguinho macumbeiro", diz o estudante. A participação dos adolescentes nas decisões da comunidade também causa divergências. Os adultos reclamam que os jovens não participam; estes garantem que fazem sua parte. Para 44% das lideranças, a participação dos jovens é ruim ou péssima. Já entre os adolescentes, a maioria afirma participar de ações para tornar melhor a comunidade e diz querer votar nas próximas eleições. Violência Dos seis temas abordados com as lideranças (sobrevivência, aprendizagem, proteção contra HIV/Aids, violência, respeito à diversidade e prioridade em políticas públicas, e participação), o que teve pior avaliação foi a violência. Para 58%, a segurança nas comunidades é ruim ou péssima; 32% acreditam que a situação piorou nos últimos dois ou três anos.
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Agência Estado, 01/03/2010 Autorizada há cinco anos por meio de decreto presidencial, a venda de medicamentos fracionados não teve adesão de farmácias, laboratórios e médicos. A maior parte da população ainda desconhece esse direito e continua sem conseguir comprar remédios na quantidade exata para o tratamento prescrito.
Agência Estado, 02/03/2010 São Paulo - Entre as pessoas que desenvolvem câncer de cabeça e pescoço, 95% são fumantes ou têm histórico de tabagismo. Pesquisa do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) também mostra que os homens representam 90% dos afetados.
Folha de S. Paulo, 03/03/2010 IARA BIDERMAN Um estudo norte-americano que acompanhou 26 mil homens por 18 anos mostra que o uso regular de aspirina, acetaminofen (substância ativa de analgésicos como o Tylenol) e anti-inflamatórios não esteroides (como o ibuprofeno) aumenta o risco de perda auditiva, especialmente nos homens com menos de 60 anos. Os autores apontam que o consumo regular (duas ou mais vezes por semana) de acetaminofen aumenta em 99% o risco de deficiência auditiva em homens com menos de 50 anos e em 38% em homens entre 50 e 59. A partir dos 60 anos, o risco cai para 16%. "A relação entre o acetaminofen e a perda auditiva nunca havia sido estudada", disse à Folha Sharon Curhan, do Brigham and Women's Hospital, a principal autora do estudo. Entre os que usam regularmente aspirina, o risco de perda auditiva foi 33% maior para homens abaixo dos 59 anos. Não foi observado aumento de risco nos participantes com mais de 60 anos. O uso regular de aspirina, que diminui o risco de formação de coágulos, é indicado na prevenção de doenças cardiovasculares. Quanto aos anti-inflamatórios não esteroides, o risco foi 61% maior para homens abaixo dos 50 anos, 32% maior para a faixa entre 50 e 59 anos e 16% para os com 60 anos ou mais. "Os efeitos ototóxicos [que agridem o aparelho auditivo] de altas doses de aspirina estão bem documentados e há suspeitas de que altas doses de anti-inflamatórios não esteroides causem danos auditivos. Nós investigamos o uso regular de doses moderadas desses analgésicos. É o maior estudo prospectivo mostrando essa relação", diz Curhan. Os pesquisadores fizeram ajustes para fatores que pudessem distorcer os resultados, como alcoolismo, tabagismo, doenças cardiovasculares, hipertensão e uso de outros tipos de medicamento com efeitos comprovados na audição. O trabalho, que acaba de ser publicado na edição de março do "American Journal of Medicine", foi realizado por pesquisadores das universidades Harvard e Vanderbilt, do Brigham and Women's Hospital e da Massachusetts Eye and Ear Infirmary, em Boston. A perda auditiva é considerada a desordem sensorial mais comum nos EUA. Estima-se que afete 10% da população geral e pelo menos metade da população com mais de 65 anos. "Não temos números precisos no Brasil, mas provavelmente a situação aqui é igual ou maior. Os distúrbios auditivos são um problema de saúde pública", afirma o otorrinolaringologista Marcelo Ribeiro de Toledo Piza, diretor da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia. "A deficiência auditiva afeta a capacidade de comunicação, reduz a autonomia e pode levar ao isolamento social e à depressão", completa Curhan.
UOL Ciência e Saúde, 04/03/2010 Da Redação O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira (4) que criou um sistema para avisar os cidadãos por e-mail sobre a data da vacinação contra a influenza A (H1N1), ou gripe suína. Para receber o aviso, será preciso se cadastrar no site da instituição (www.saude.gov.br) a partir do dia 8 de março, data em que a imunização começa no país. Na primeira etapa, que vai até o dia 19, a vacinação ocorre para profissionais da saúde e povos indígenas. Do dia 22 ao dia 2 de abril, serão imunizados gestantes, doentes crônicos (veja lista abaixo) e crianças de 6 meses a 2 anos. Jovens de 20 a 29 anos devem receber a vacina entre os dias 5 e 23 de abril; idosos (mais de 60 anos) com doenças crônicas, de 24 de abril a 7 de maio; e adultos de 30 a 39 anos, de 10 a 21 de maio. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, que pelo menos 91 milhões de brasileiros deverão ser vacinados contra a influenza A (H1N1) - gripe suína - em dois meses. Saiba quais as doenças crônicas consideradas para a vacinação: • Obesidade grau 3 - antiga obesidade mórbida (crianças; adolescentes e adultos);
Folha de S. Paulo, 05/03/2010 RACHEL BOTELHO A infecção hospitalar é uma das principais causas de morte de recém-nascidos. Após um reforço no treinamento da equipe de profissionais da unidade estudada, o índice de bebês com infecção caiu de 62% para 34%, enquanto o de sepse passou de 47% para 23%. Além de salvar vidas, a intervenção possibilitou a economia de recursos financeiros ao diminuir o tempo médio de permanência na UTI neonatal de 30 para 20 dias. O uso de antibióticos também caiu: de 11 para 6 dias, em média, assim como a porcentagem dos bebês que precisam tomar o medicamento (de 70% para 55%). A pesquisa de doutorado foi realizada pelo pediatra Arnaldo Costa Bueno, que passou um ano coletando dados dos bebês internados na unidade e observando a rotina do serviço médico antes de iniciar o treinamento da equipe com base em potenciais boas práticas -ou PBPs, medidas elaboradas por uma rede colaborativa de profissionais de unidades neonatais dos EUA dedicada a melhorar a qualidade dos cuidados com recém-nascidos. No total, 457 bebês foram divididos em dois grupos: os admitidos no período pré-intervenção e os internados após o início da ação. "Perguntei para os funcionários o que eles sabiam, ensinei como deveriam trabalhar a partir daquele momento, depois cobrei. Eram coisas que já faziam parte da rotina, mas que não ocorriam", diz o autor do trabalho. Antes da intervenção, oito bebês morreram em consequência de infecção hospitalar -ou 33% do total de mortes-, índice que foi reduzido a zero. Boas práticas "Eu testei e aprovei essas potenciais boas práticas. Elas não têm custo e são eficazes na diminuição de óbitos de recém-nascidos. Não há dinheiro para contratar enfermeiras nem para melhorar o laboratório, então tem que usá-las", diz Bueno, que terá sua pesquisa publicada na revista "Pediatrics". Para Ruth Guinsburg, professora de neonatologia da Unifesp, medidas simples e de baixo custo, como essas, podem funcionar antes de apelar para recursos caros e sofisticados. "Muitas dessas práticas parecem óbvias, mas há um lapso enorme entre o que se prega e o que realmente acontece no dia a dia das UTIs", afirma. De acordo com Jucille Meneses, do Departamento de Neonatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, as PBPs podem ser implementadas em qualquer UTI neonatal. "O problema é que já são feitos programas de educação de equipe em várias UTIs, mas é difícil dar seguimento ao processo." Mesmo assim, ela considera a pesquisa importante. "Precisamos desses estudos para conhecer nossa realidade e corrigir falhas das nossas UTIs. Não adianta ter toda a tecnologia se não existe um bom controle de infecção hospitalar", afirma.
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