Concepção da Avaliação

“…dessa instituição poderão divergir conforme os grupos e segmentos considerem que a universidade responde ou não às suas respectivas prioridades e demandas. Como as demandas da sociedade se tornam cada vez mais diversas e contraditórias, é obrigação da universidade organizá-la de forma coerente, para evitar iniciativas individuais.” (DIAS SOBRINHO e BALZAN, 2000, p.60)

Ao irmos além da mensuração dos produtos e de todos os índices quantificáveis em tabelas, quadros e estatísticas, podemos dizer que avaliar uma instituição é compreender as suas finalidades, sua missão, as relações sociais, a dinâmica dos trabalhos, os anseios, os conflitos, os valores, as crenças, os princípios envolvendo toda a comunidade acadêmica no sentido de ser co-responsável pelo processo como um todo. Considerando esses aspectos, podemos dizer, indubitavelmente, que se trata de um empreendimento acima de tudo, social e filosófico.

Mais do que uma simples medida de desempenho quantitativo, a avaliação tem que ser entendida como um processo que requer a articulação de diferentes etapas e muitos procedimentos em todas as atividades humanas, como um processo formal e intencional, exigindo a definição prévia de critérios, campos, normas e referências bem explícitas para orientar a produção de juízos de valor. Ter como referência os princípios institucionais na análise dos dados e na tomada de decisão.

A avaliação institucional de orientação qualitativa e formativa permite responder às perguntas de toda a comunidade, já que é um processo dinâmico e contínuo. Entendida isoladamente e fora de um contexto da sua produção e execução, as análises quantitativas, as medidas objetivas, os exames, os testes pontuais e somativos, os gráficos, as estatísticas, as relações numéricas são considerados insuficientes. Mas, como não pode haver qualidade sem quantidade, também não pode haver uma avaliação qualitativa consistente se não tivermos os dados quantitativos da realidade.

Partimos do pressuposto de que a implantação de uma proposta de auto-avaliação dentro das perspectivas apontadas anteriormente oferece um espaço rico e propício para se desenvolver uma cultura de avaliação e conduzir os seus participantes a uma identidade emancipada frente ao processo educacional.

Para que esta proposta de auto-avaliação se concretize, as estratégias das ações se orientam pelo compromisso com um processo integralmente participativo, de reconstrução dos aspectos que apresentam carências e incentivo aos aspectos de excelência apontados nos diagnósticos.

Para que essas metas sejam alcançadas é preciso destacar os princípios básicos que fundamentam a proposta e permeiam todas as etapas, sendo eles: o caráter educativo e participativo, a publicidade e socialização do processo, a utilização dos resultados de forma participativa integradora, a elaboração do plano de melhorias e a continuidade.
Destarte, para que a Avaliação Institucional cumpra o seu verdadeiro papel, ou seja, atender as metas do SINAES (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior), que consiste em uma política de Estado responsável pela educação nacional, deve integrar e articular, de forma coerente, concepções, objetivos, metodologias, práticas, agentes da comunidade acadêmica e de instâncias do governo.

Considerando que a legislação vigente consolidou a avaliação como um dos instrumentos para sustentação da qualidade do sistema de educação superior e ainda, que os processos avaliativos internos e externos são concebidos como subsídios fundamentais para a formulação de diretrizes para as políticas de educação superior e, também, para a gestão das instituições, visando a melhoria da qualidade do ensino, pesquisa e extensão, a União Social Camiliana estabelece a avaliação como um instrumento de diagnóstico e de crescimento de sua unidades Educacionais.

Entende-se, portanto, que a avaliação será sempre uma análise crítica do fazer acadêmico e administrativo das nossa unidades, cujo objetivo é realizar ações direcionadas para a consolidação da missão institucional.